Dormira pouquíssimo na última noite. Quase nada. Virava e se contorcia na cama como se uma febre causada por alguma espécie de abstinência lhe tivesse atacado como um duro e derradeiro golpe. Levantou-se e saiu pela janela para ver a Lua bem de perto. Serpenteou na imensidão do vazio. Acendeu um cigarro e deixou que a fumaça se misturasse às estrelas que cintilavam com timidez. Pensou em como seria se largasse tudo para trás e fosse apenas o que ele queria ser quando criança. Foi consumido por uma sensação letárgica, indolente. Apático, fechou os olhos e, envolto em uma aura de tristeza e glória, sentiu o céu se encolher e as estrelas se apagarem. Pisando com a leveza de um bailarino, deixou-se ir, simplesmente ir, flanando na escuridão do infinito.
miércoles, 30 de marzo de 2011
jueves, 10 de marzo de 2011
Para ti, Buenos Aires...
Después de dos años y tres meses, vuelvo a encontrarte. Sabés que nunca te olvido, no? Tus calles aún sienten el peso de mis pasos y tus quioscos todavía esperan que yo entre a comprar un Jorgito para tener moedas para el colectivo. San Telmo, voy a parar en Villa Crespo, pero todavía sos mi lugar, mi lugar de la bohemia y las noches borrachas. Te quiero, mi barrio. Mañana andaré por ahí, mi Buenos Aires... Y entonces, podremos mirarnos una vez más. Espero que no sea la última.
jueves, 3 de marzo de 2011
Gracias...
Me veio como se fosse neste exato momento. Escute esse solo de sax, disse. Invadiu a pequena sala e se misturou à fumaça dos nossos cigarros.
jueves, 17 de febrero de 2011
O palco iluminado
Vestido com sua calça jeans surrada e a camisa de estampa militar, usava uma garrafa como microfone. Caminhava de um lado para o outro no seu palco de todos os domingos.
Um palco vazio.
Um chão de estrelas.
Um rumor de vozes que lhe gritam.
E um milhão de mãos que lhe aplaudem.
Parque da Redenção
Porto Alegre - 06/02/2011
viernes, 11 de febrero de 2011
Causos de Brasília...
Matéria sobre a posse da Dilma na Ragga de fevereiro.
Texto meu e fotos de Pedro Silveira.
Versão digital aqui.
martes, 8 de febrero de 2011
James Dean e o rock 'n' roll
"Dizem que se faz rock'n'roll por aí. Para mim, ele morreu em 59. Rock'n'roll era um comportamento, James Dean, todo um momento histórico. Aí veio o caos quando as indústrias não podiam mais parar de fabricar discos."
- Raul Seixas, em entrevista para a Revista Bizz, em 1986
"Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer hoje."
- James Dean, que faria 80 anos hoje.
Visite o site oficial do ator de Juventude Transviada e Assim Caminha a Humanidade.
martes, 18 de enero de 2011
A ira de Josué, o herói cansado
Outro dia vi num programa de TV uma cena bárbara, de fúria. Uma situação constrangedora era o pano de fundo. Pais disputavam algumas provas, uma espécie de gincana, formando duplas com seus respectivos filhos. O apresentador anunciava, uma a uma, as equipes. “Josué e o filho Eduardooo!”, gritava, enquanto pai e filho levantavam e balançavam os braços, bradando coisas do tipo: “Nós vamos ganhar!”, fazendo brotar um sorriso na cara rechonchuda de Eduardo.
Não me recordo precisamente, mas acho que Josué e Eduardo eram da equipe amarela. O que me lembro bem é o quão constrangedora a prova era. O apresentador gritava “valendooooo!”, e os aguerridos pais, vestidos com um short colado nas pernas e uma espécie de maiô – ou coisa que o valha –, saíam de seus lugares, corriam até uma escada, subiam uns poucos degraus, mergulhavam na piscina cheia de um líquido verde gosmento, resgatavam alguma coisa que lhe valiam pontos, voltavam e entregavam aos seus rebentos, que pulavam de alegria ao receber as bolinhas.
No primeiro mergulho, os pais saíram encharcados do líquido que os fazia escorregar, patinar pateticamente. Caindo como um bêbado, Josué descia os degraus de bunda, rindo de seu próprio número, estabacando como uma jaca no chão e se arrastando para conseguir chegar na frente dos adversários. Naquele momento, Eduardo - também chamado de Du pela família - tinha uma cara danada de biscoito feliz, os olhos quase estouravam de tanta felicidade. O físico de seu pai já não permitia que ele se expusesse de tal maneira. Com aqueles trajes então... A barriga dava contornos no ridículo maiô e as pernas já lhe faltavam. Mas ele rastejava. Eduardo só queria que o pai vencesse a prova. Só isso, para então, no dia seguinte, chegar à escola contando aos amigos. O apresentador, comovido com a entrega e o esmero de Josué, mal conseguia completar as frases. “Olha o paizão do Eduaaaaarrr!”, gargalhava. Josué deve ter uns 42 anos, já perdeu parte do cabelo e trabalha numa concessionária de motos no interior de São Paulo.
A cada risada de filme de terror do apresentador, Josué era tomado por uma raiva incontrolável, um desprezo por cada ser humano, onde quer que ele habite. Sentindo em cada centímetro de seu corpo cansado um desejo irremediável de acabar com tudo aquilo, ele não se censurou. Não dessa vez. Invadiu a área do adversário, deu-lhe uma rasteira, se levantou, babando, como se comemorasse um gol, e berrou: “Vai tomar no cu!” Aliviado, teve a certeza de que deveria ter feito isso há muitos, muitos anos.
miércoles, 12 de enero de 2011
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
Os haitianos farão um minuto de silêncio às 16h53 de hoje (19h53 horário de Brasília) para marcar o momento exato em que um terremoto de 7 graus de magnitude atingiu o país, em 12 de janeiro de 2010.
"Pense no Haiti / Reze pelo Haiti
O Haiti é aqui / O Haiti não é aqui"
martes, 21 de diciembre de 2010
Instituições bancárias e outras neuroses
Por volta de 11:30, Dylan e Thomas conversam....
Dylan: - E aí, meu caro. Tudo bom?
Thomas: - Porra, chegando agora no trabalho? [risos]
D: - Nada, cheguei 10h30. Tive que ir ao banco resolver minha situação, agora tenho que abrir uma conta.
Thomas demonstra uma irritação súbita...
- Puta que pariu! Você é problemático demais. Por que não aproveitou e abriu uma? Deixa de ser velho, chato, ranzinza.
D: - Você parece nervoso, mantenha a calma. O banco me deu dor de cabeça. Não faz sentido eu encerrar a conta e, logo em seguida, abrir uma.
T: - Tudo bem, mas você poderia ter ido a outro banco então, né?
D: - Hoje? Não, não queria ficar o dia inteiro resolvendo isso. Vou fazer isso depois.
Em outro ataque de fúria, Thomas reage com mais palavrões...
- Puta que pariu! Você é complicado demais, cara. Mulher não gosta disso. [gargalhadas].
D: - Hoje não estou a fim de mexer com isso. Pode ser na semana que vem. Quero almoçar, ficar tranquilo. Não posso passar mais de 45 minutos em um banco. Meu organismo reage de uma maneira incrível, quase letal.
T: - Isso tudo é criação da sua cabeça. Psicológico, murrinha para não andar como pede o Sistema.
D: - Você está equivocado. A coisa é simples: só não fui hoje porque não preciso ter pressa para abrir uma porra de uma conta. Não posso correr demais, não posso ser apurado demais, se não acabo caindo e morrendo. A multidão passará ferozmente por cima do meu corpo, que será varrido como lixo para o canto da avenida...
Mostrando um assustador e violento descontrole, Thomas perde a paciência por completo, interrompe Dylan e termina o assunto gritando desesperado:
- Chegaaaaa.
miércoles, 15 de diciembre de 2010
Viva os torturadores! Viva o Brasil-sil-sil!
Em uma decisão inédita, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) condenou o Estado brasileiro por não ter investigado crimes cometidos pela ditadura militar (1964-1985) no combate à Guerrilha do Araguaia.
Matéria continua no R7.
Confira os comentários de Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada.
Pinochet, amigo íntimo de Nelson Jobim
lunes, 6 de diciembre de 2010
Aquele olhar
Me fascina seu olhar. Me encanta quando ele brilha, ofuscando qualquer sinal de beleza a sua volta. Transborda de seus olhos um sentimento absurdo, incontrolável. Desafia-me, pois bem sei o que neles esconde. De nada adianta recorrer a filósofos, astrólogos ou vagabundos iluminados. Eles não entenderiam. Assim como na vida, para você não há resposta. Eu soube disso naquela manhã quando nos cruzamos torpes pela calçada que ainda sente o peso dos nossos passos descompassados.
Seu olhar mostrou-me o indizível, o que nem Nelson Rodrigues conseguiu decifrar em sua incessante busca pelo desnudamento da alma. Coisa de um tolo apaixonado, seguramente diria um rufião melancólico. Não me importa, realmente. Naquela fração de segundo, vi a eternidade, voei ao som de Nessun Dorma e repousei, sorrindo, atônito, na nuvem ali cuidadosamente pincelada.
E agora, diante da realidade desses dias sem graça, a chuva cai, despretensiosa, borrando da minha memória aquela reveladora manhã.
*Texto de minha autoria originalmente publicado na Revista Ragga, edição de dezembro.
miércoles, 24 de noviembre de 2010
Desde la terraza de Domus
En alguna noche de 2008...
Vagando en pedo por la terraza. La terraza esa donde fui feliz, donde canté y bailé "Honey pie", donde fumé porros y porrazos, donde saqué fotos de una guitarra mística y alenté por Cruzeiro y Boca.
¡Gabi! ¿Te acordás de esa? Someday after a while ¿Qué grandísimo hijo de puta, qué solo, no?
Que estén bien, chicos.
Los quiero. Cuidénse.
A ver si tocamos unos blues por San Telmo...
Que estén bien, chicos.
Los quiero. Cuidénse.
A ver si tocamos unos blues por San Telmo...
jueves, 11 de noviembre de 2010
lunes, 8 de noviembre de 2010
“Estamos criando um monstro”
A frase acima foi dita pelo técnico Renê Simões, numa dura crítica a Neymar pela sua falta de educação e desobediência ao técnico Dorival Júnior, que acabou sendo demitido do Santos. “Está na hora de alguém educar esse rapaz”, completou. Arquétipo de Robinho, ídolo de crianças que imitam seu corte de cabelo, coreógrafo de dancinhas pós-gol e tuiteiro de todas as horas, Neymar carrega a dor e a delícia de ser um garoto de 35 milhões de euros. Criador de polêmicas, jogadas geniais e dribles que infernizam “joões” pelos gramados, o “Menino da Vila”, metade jogador, metade pop star, completou a maioridade este ano sob as luzes dos holofotes da imprensa.
Quem está criando um monstro? A própria criatura, num ataque de autodestruição – ou de redenção? A mídia, que toca fogo no circo, lava as mãos e bate palma? Os torcedores, reféns de sua própria adoração pelo esporte bretão? Ou um país incapaz de questionar a verdadeira importância de seus ídolos?
* Texto de minha autoria originalmente publicado na Revista Ragga, edição de outubro.
lunes, 1 de noviembre de 2010
Agora é Dilma!
Depois de Dilma eleita, o PiG* já se arma para fazer com ela o que fez nos oito anos de Lula: desqualificar e ofender governo, ministros e a figura do Presidente.
Dilma eleita: vitória de Lula. Essa foi a manchete de hoje do Estadão. Eles querem dizer que Dilma não é ninguém. É um poste.
O Estadão está enganado. A vitória é de Lula, minha, de quem votou na Dilma, de quem saiu da linha da miséria, de quem entrou em uma universidade pelo Pro-Uni, de quem quer um país com uma distribuição de renda mais justa e, sobretudo, de quem quer demos e tucanos longe, bem longe do poder.
Dilma neles!
* Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
martes, 26 de octubre de 2010
Carta a uma amiga...
Querida companheira...
A mim já disseram "fantoche do Lula", "pau mandado do Lula", "marionete do PT" e que eu só voto na Dilma "porque o papai Lula mandou". Arregalam os olhos quando falo que vou votar na Dilma. Outro dia fui almoçar com um pessoal e quando revelei meu voto, a mulher que se sentava à minha frente riu de canto de boca, com indisfarçável pena que sente deste jornalista ingênuo que ainda cai no conto do PT. Sim, é isso que falam. "Mas, Bruno, você vai votar em quem quer controlar a imprensa?", dizem alguns. Engaçado, não? Esse papo de PT e Lula quererem controlar a imprensa e instalar uma ditadura aqui na terra do samba e da cerveja gelada é um blábláblá que beira a comédia sem graça com o selo de excelência Casseta e Planeta. O Marcelo Madureira, outro dia no Manhattan Conection, chamou o presidente de pilantra, vagabundo e picareta. É mole? Nunca vi tamanho desrespeito à figura do Presidente da República como nesses últimos oito anos.
Sei, cada dia mais, das minhas razões para votar na Dilma, e cada minuto que passa sinto-as mais fortes e concretas em minha cabeça e, quiçá, no meu coração. (Apenas um comentário: me parece que tivemos no primeiro turno um fenômeno engraçado: quem votou na Dilma, o fez porque o Lula mandou. A Dilma é um poste; quem foi de Serra, não sabe a bobagem que fez, ele consegue ser pior que a Dilma; e quem apoiou a Marina mostrou-se o único eleitor, de fato, com consciência política, realmente preocupado com o futuro deste planeta errante. Foi "cool" votar na Marina, foi bacana, foi Wagner Moura demais!)
O discurso agressivo, mentiroso, raivoso e intolerante começou do lado do Serra e da campaha demotucana baseada em mentiras e histórias descabidas a respeito de Dilma. Milhares, histórias lunáticas. Conta meu pai que outro dia escutou um camarada comentar que a Dilma, certa vez naqueles tempo militares, tirou uma arma da vagina e matou o general que a interrogava. Já imaginei a cena filmada pelo Tarantino. Assassina, terrorista e assaltante de bancos é o tom. Sim, já questionaram a sexualidade de Dilma e, preocupados com o país, alertam a população sobre a possibilidade dela não conseguir governar o Brasil, doente que está, coitada. Até a mulher do Serra falou que a Dilma é a favor de matar criancinhas. Pô, que primeira-dama elegante!
Essa rede de absurdos e ataques pessoais à candidata petista contaminou os eleitores tucanos (a maioria, devo dizer, pois não gosto de generalizar), que começaram a espalhar o ódio e a mentira por e-mails, numa campanha em que o caluniador tem um papel interessantíssimo e fundamental. O Obama sofreu o mesmo nos EUA, precisou criar uma central para combater as inverdades jogadas na internet, coisa que foi feita tardiamente pela campanha petista. Não creio que você tenha caído nesse blábláblá. Desconfio que seu discurso seja mais lúcido, muito embora você esteja, na minha inofensiva opinião, defendendo o indefensável quando confirma 45 nas urnas.
Defender o direito ao voto no Serra - o que é legítimo de sua parte, diga-se - é, também, carregar o ônus das atitudes do Vampiro. Por isso te chamaram de reacionária, porque o Serra aliou-se com o que há de mais reacionário e conservador no Brasil: além de ter o vice que tem, que é do DEM, ele recebe apoio da TFP, da direita cristã, da Opus Dei... Daqui a pouco vão fazer uma Marcha com Deus pela Família.
beijos,
Bruno.
Sei que você gosta muito do FHC. Acesse aqui. Trata-se uma carta aberta ao ex-presidente, que foi publicada no site Carta Maior. Não é grande e vale a pena ler...
A mim já disseram "fantoche do Lula", "pau mandado do Lula", "marionete do PT" e que eu só voto na Dilma "porque o papai Lula mandou". Arregalam os olhos quando falo que vou votar na Dilma. Outro dia fui almoçar com um pessoal e quando revelei meu voto, a mulher que se sentava à minha frente riu de canto de boca, com indisfarçável pena que sente deste jornalista ingênuo que ainda cai no conto do PT. Sim, é isso que falam. "Mas, Bruno, você vai votar em quem quer controlar a imprensa?", dizem alguns. Engaçado, não? Esse papo de PT e Lula quererem controlar a imprensa e instalar uma ditadura aqui na terra do samba e da cerveja gelada é um blábláblá que beira a comédia sem graça com o selo de excelência Casseta e Planeta. O Marcelo Madureira, outro dia no Manhattan Conection, chamou o presidente de pilantra, vagabundo e picareta. É mole? Nunca vi tamanho desrespeito à figura do Presidente da República como nesses últimos oito anos.
Sei, cada dia mais, das minhas razões para votar na Dilma, e cada minuto que passa sinto-as mais fortes e concretas em minha cabeça e, quiçá, no meu coração. (Apenas um comentário: me parece que tivemos no primeiro turno um fenômeno engraçado: quem votou na Dilma, o fez porque o Lula mandou. A Dilma é um poste; quem foi de Serra, não sabe a bobagem que fez, ele consegue ser pior que a Dilma; e quem apoiou a Marina mostrou-se o único eleitor, de fato, com consciência política, realmente preocupado com o futuro deste planeta errante. Foi "cool" votar na Marina, foi bacana, foi Wagner Moura demais!)
O discurso agressivo, mentiroso, raivoso e intolerante começou do lado do Serra e da campaha demotucana baseada em mentiras e histórias descabidas a respeito de Dilma. Milhares, histórias lunáticas. Conta meu pai que outro dia escutou um camarada comentar que a Dilma, certa vez naqueles tempo militares, tirou uma arma da vagina e matou o general que a interrogava. Já imaginei a cena filmada pelo Tarantino. Assassina, terrorista e assaltante de bancos é o tom. Sim, já questionaram a sexualidade de Dilma e, preocupados com o país, alertam a população sobre a possibilidade dela não conseguir governar o Brasil, doente que está, coitada. Até a mulher do Serra falou que a Dilma é a favor de matar criancinhas. Pô, que primeira-dama elegante!
Essa rede de absurdos e ataques pessoais à candidata petista contaminou os eleitores tucanos (a maioria, devo dizer, pois não gosto de generalizar), que começaram a espalhar o ódio e a mentira por e-mails, numa campanha em que o caluniador tem um papel interessantíssimo e fundamental. O Obama sofreu o mesmo nos EUA, precisou criar uma central para combater as inverdades jogadas na internet, coisa que foi feita tardiamente pela campanha petista. Não creio que você tenha caído nesse blábláblá. Desconfio que seu discurso seja mais lúcido, muito embora você esteja, na minha inofensiva opinião, defendendo o indefensável quando confirma 45 nas urnas.
Defender o direito ao voto no Serra - o que é legítimo de sua parte, diga-se - é, também, carregar o ônus das atitudes do Vampiro. Por isso te chamaram de reacionária, porque o Serra aliou-se com o que há de mais reacionário e conservador no Brasil: além de ter o vice que tem, que é do DEM, ele recebe apoio da TFP, da direita cristã, da Opus Dei... Daqui a pouco vão fazer uma Marcha com Deus pela Família.
beijos,
Bruno.
Sei que você gosta muito do FHC. Acesse aqui. Trata-se uma carta aberta ao ex-presidente, que foi publicada no site Carta Maior. Não é grande e vale a pena ler...
lunes, 18 de octubre de 2010
O apresentador do jn, William Bonner
Isso foi omitido.
Esse é o jornalismo isento do casal 45 e da Rede Globo.
Leia aqui o manifesto.
Sentei-me no sofá a comer strogonoff . Liguei a TV e caí logo no jornal do casal 45.
Resolvi assistir. Aquele bloco mostrava uma matéria sobre o dia dos candidatos à presidência, José Serra e Dilma Rouseff. Na parte destinada a Serra, o jn deu matéria mostrando o apoio de dois políticos do PV à candidatura do tucano. Um deles, Fernando Gabeira. Ali estava Gabeira sorrindo ao lado de José Serra.
Na parte que tocava à candidata petista, Fátima disse que Dilma não cumpriu agenda durante o dia e à noite se reuniria com artistas e intelectuais.
Fátima, no entanto, se "esqueceu", coitada, de dizer que o evento é, em verdade, um encontro no Teatro Casagrande, no Rio, entre Dilma Rousseff e um grupo liderado por Chico Buarque, Leonardo Boff e Emir Sader, que entregará um manifesto de artistas e intelectuais em apoio à candidatura da petista.
Isso foi omitido.
Esse é o jornalismo isento do casal 45 e da Rede Globo.
Leia aqui o manifesto.
miércoles, 13 de octubre de 2010
A política habitacional de José Serra
José Serra tem nojo de pobre.
Ele, como Figueiredo, prefere o cheiro do cavalo ao cheiro do pobre.
No Governo Lula, o programa Minha Casa, Minha Vida, que financia pela Caixa Econômica Federal moradia para pessoas de baixa renda, atingiu em setembro deste ano mais de 600 mil moradias.
Agora vejam, meus caros amigos, como José Serra se refere ao projeto feito por ele e pelo PSDB no governo FHC.
lunes, 4 de octubre de 2010
"Segundo a assessoria, Tiririca só vai se pronunciar na semana que vem".
Quando escutei a frase no JN, soltei uma risada digna de uma excelente piada.
Clique e saiba o que aflige o deputado mais votado do país.
Quando escutei a frase no JN, soltei uma risada digna de uma excelente piada.
Clique e saiba o que aflige o deputado mais votado do país.
P.S: Neste mesmo horário, há exatos três anos, eu caminhava levemente bêbado por San Telmo, em minha primeira das quase 500 noites que passei em Buenos Aires. Te extraño, mi Buenos Aires querido.
lunes, 6 de septiembre de 2010
Invente uma manchete para a Folha de S. Paulo
No último domingo, a Folha, na incansável tentativa de derrubar a candidatura de Dilma Rousseff, soltou a seguinte manchete fantasiosa de 1ª página, culpando a candidata do PT no caso das tarifas de energia elétrica: "Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma".
A Folha já publicou ficha falsa de Dilma. Com a iminente lavada que Serra levará nas urnas, o jornal dos Frias está desesperado. José Serra deve ligar todos os dias para o "Otavinho" e perguntar: - Vocês vão dar um jeito na terrorista ou não?
Depois da manchete de ontem, a Folha virou motivo de piada na internet. O assunto (#dilmafactsbyfolha) é o terceiro mais comentado no Twitter. Saiu até no jornal inglês The Independent.
Para acompanhar é só clicar aqui.
Minha sugestão: Mark David Chapman assassinou John Lennon a mando de Dilma
Outras que vi por aí:
- Dilma inventou a vuvuzela
- Dilma comemorou com uruguaios a Copa de 50
- Dilma mudou Orkut pra pior
- Dilma foi quem atirou em Kennedy
- Dilma convida Bush pra participar do seu futuro Governo (ainda não se sabe qual o cargo)
- Dilma quebra sigilo bancário de adversário em Banco Imobiliário
- Dilma cortou a perna do Saci com serra
- Folha descobre que sobrenome de Judas é Roussef
- Dilma era a cardiologista do Michael Jackson
- Dilma indicou o vice do Serra
- Dilma Roussef atirou o pau no gato
- Folha descobre que sobrenome de Judas é Roussef
- Dilma era a cardiologista do Michael Jackson
- Dilma indicou o vice do Serra
- Dilma Roussef atirou o pau no gato
Essa foi a sugestão do Airton, do blog Metal Cadente
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